Fabian viajou pra São Paulo a trabalho.
Mariela recebeu um convite de seu irmão para participar de uma festa de família em Urubicí.
Esta festa acontece sempre no dia primeiro de Maio.
Mariela resolveu subir a serra.
Comprou uma passagem de ônibus, sentou bem na frente para apreciar a paisagem da serra Catarinense.
Duas horas depois já estava se aproximando da cidade de Urubicí, distante apenas 170 quilômetros de Florianópolis.
Chovia muito e a neblina a impedia de ver a paisagem.
De qualquer maneira, era mata verde o que a esperava!
Pensou Mariela.
E o frio aumentava juntamente com as curvas do asfalto.
Mariela pensou:
- Assim que chegar na cidade, tomarei um táxi até o hotel.
Ao se aproximar da cidade Mariela pediu ao cobrador do ônibus onde poderia encontrar um táxi e o mesmo lhe respondeu prontamente:
_ A senhora não precisará de táxi pois passaremos na frente do hotel.
O ônibus parou exatamente em frente ao hotel.(Do outro lado da rua).
Mariela viajava pesado! muuuitas malas na cabeça para se proteger da chuva!
Uma névoa fina cobria toda a cidade e não se avistava nada!
Toda a cidade parecia uma única rua.
_Como vim parar aqui? meu Deus!
Pensou Mariela adentrando no hotel, quando um funcionário a recebe prontamente!
-_Dona Mariela, seja benvinda!
Mariela pensou e questionou imeditamente!
_Como você sabe quem sou eu?
E o funcionário lhe respondeu:
A senhora é a única pessoa que veio desacompanhada!
Mariela achou um pouco engraçado! seus sentimentos eram uma mistura de humor e solidão.
Carregando tantas malas num lugar que parecia o fim do mundo!
Fez o check in e seguiu para o apartamento para tomar um banho e trocar de roupa.
Desceu em seguida para tomar um chocolate quente.
Naquela época o hotel ainda não tinha restaurante e servia somente café da manhã.
Mas foi informada de uma padaria nas proximidades.
Os familiares dela só chegariam no dia seguinte.
O sr Jairo, gerente do hotel a informou prontamente da padaria onde Mariela foi tomar um delicioso chocolate quente!
E aproveitou a caminhada até a padaria Pani Kock para desfrutar do aroma de lenha
seca queimando nas lareiras das residencias ao longo da avenida principal.
Ao chegar na padaria, quase todas as mesas estavam ocupadas por casais ou familias inteiras.
Mariela sentou-se num canto voltando à sua realidde!
Absolutamente sózinha naquele fim de mundo gelado.
Voltou ao hotel e se dirigiu para a recepção quando viu um grupo de seis estrangeiros entrando no hotel.
Pensou que fossem americanos, mas era um grupo de turistas franceses que vieram para fazer caminhadas, esportes radicais e conhecer as belezas da serra de Santa Catarina!
Mariela se impressionou e subiu o elevador com alguns turistas com quem trocou algumas palavras! e pensou imediatamente!
-Este lugar deve ter algo de bom para franceses estarem por aqui!
Ao chegar no apartamento lembrou que não sabia o que fazer para sair pra jantar! nem sabia se havia algum restaurante próximo.
Na cidde não havia táxi naquele horário. ( E provávelmente em nenhum outro).
Desceu novamente até a recepção e perguntou ao Sr Jairo:
-Você sabe de algum restaurante próximo ao hotel?
-Sim dona Mariela! que tipo de comida a senhora prefere? Temos pizzaria,restaurante, lanchonete e tem também...
-Pra mim pode ser um sopinha, sendo algo quente!
-Ah! já sei.Respondeu o sr Jairo.
-Tem um bistrô que a senhora vai gostar!
E enquanto falava, discou imediatamente para um número, falou com um tal de Fernando explicando: -Temos aqui no hotel um senhora com dificuldade de locomoção e no meio da ligação perguntou para Mariela:
-A que horas a senhora quer ir?
Mariela tentou pensar em não ir, mas respondeu de imediato: às 20:30 hrs.
-Okey, confirmado senhor Fernando! às 20 horas e trinta minutos a senhora Mariela estará lhe aguardando
Mariela retornou ao apartamento e pensou:
-Tem um grupo de franceses aqui e também tem bistrô! que incrível este Urubicí!
Tentou descansar um pouco mas em seguida já era de descer pro jantar!
Será que alguém realmente a viria buscar?
Prontamente às 20:30 hrs o sr Fernando a esperava dentro de um carro.
Coberto até o nariz num sobretudo preto.
Fazia muito frio!!! e uma névoa fina cobria toda a cidade!
o cheiro de lenha e das lareiras exalava um perfume sem igual!
Só dava para ver o nariz do homem.
Poucas palavras, a conduziu ao tal bistrô.
Deixou Mariela em frente a porta de entrada de um lindo chalé de madeira!
Onde Mariela foi recebida por uma gentil senhora que a conduziu para uma mesa num canto, ao lado da lareira!
O cheiro de lenha, luz de velas e românticos casais ocupavam o aconchegante ambiente!
As paredes e as mesas eram cobertas por pach work feitos especialmente pela proprietária. Verdadeiras obras de arte!
Era tudo muito lindo!
Que lugar maravilhoso!
Mariela iria tomar apenas uma sopa, mas achou conveniente escolher outro prato.
Imediatamente pensou em Fabian e falou para a garçonete.
Se meu namorado estivesse aqui pediria uma muqueca!
-Mas não vou beber vinho! gosto de cerveja!
E pediu uma Malzbier!!!
O delicioso prato de muqueca chegou num aroma inconfundível.
Muqueca de trutas!!!
Só conhecia muqueca de frutos do mar e truta era peixe de rio.
E estava realmente divina!
Terminda a deliciosa refeição, surgiu de dentro do ambiente, o senhor Jairo que lhe perguntou:
E então, como estava sua refeição?
Mariela surpresa respondeu:
-Foi você quem fez este prato?
-Sim! respondeu o sr. Fernando,e quando quiser a levarei de volta ao hotel.
Nossa! pensou Mariela vc foi me buscar e também cozinha! e muito bem!
Mariela agradeceu muito ao casal de proprietários e foi conduzida ao hotel.
No dia seguinte, no café da manhã os sobrinhos e parentes de Mariela chegavam para o evento anual de primeiro de maio!
Foram mais dois dias de passeios e festividades!
Muito boa comida!
O passeio ao morro da igreja, ponto mais alto do estado de Santa Catarina, foi surpreendente!
Os cânions e a pedra furada são um verdadeiro pedaço de paraíso!
E Urubicí ainda tem muito para mostrar.
Através da Mariela!
Claro!
martina knoll
25/04/2011
domingo, 24 de abril de 2011
ESCREVER
Escrever é relembrar.
Do que nunca se viu.
É mostrar a face oculta
Do que nunca existiu.
É criar coragem
De se reconhecer
No emaranhado templo das letras, sílabas...
Monólogos
Poemas
Óbvios!
É repetir o que sempre existiu.
E estar pronto pra ouvir
O cantar ou choro da vida
Quando lhe sorri.
martina knoll
24/04/2011
Do que nunca se viu.
É mostrar a face oculta
Do que nunca existiu.
É criar coragem
De se reconhecer
No emaranhado templo das letras, sílabas...
Monólogos
Poemas
Óbvios!
É repetir o que sempre existiu.
E estar pronto pra ouvir
O cantar ou choro da vida
Quando lhe sorri.
martina knoll
24/04/2011
quarta-feira, 13 de abril de 2011
DO QUE MAIS GOSTO DA NOITE
Do que mais gosto da noite, é da própria noite!
Não do obscuro, própriamente,
Mas da luz que reflete na paisagem escura
Sobressaindo e mostrando, contornos...
Só o que se quer rever.
Gosto do silêncio.
Acho que há respeito no silêncio.
Gosto de uma certa solidão que respeita a criação!
Vejo poesia no silêncio e no brilho do mar.
Vejo poesia no brilho das estrelas!
Vejo o universo ampliando sentimentos e amores refletindo
No silêncioso e escuro compartimento de seus cômodos
A luz
Do amar!
MARTINA KNOLL
13/04/2011
Não do obscuro, própriamente,
Mas da luz que reflete na paisagem escura
Sobressaindo e mostrando, contornos...
Só o que se quer rever.
Gosto do silêncio.
Acho que há respeito no silêncio.
Gosto de uma certa solidão que respeita a criação!
Vejo poesia no silêncio e no brilho do mar.
Vejo poesia no brilho das estrelas!
Vejo o universo ampliando sentimentos e amores refletindo
No silêncioso e escuro compartimento de seus cômodos
A luz
Do amar!
MARTINA KNOLL
13/04/2011
sexta-feira, 8 de abril de 2011
OUTONO EM FLORIPA!
Os três meses que antecedem o inverno, são para mim, os mais lindos do ano.
Floripa se reveste de um tom cinza metálico, brilhante!
Uma amiga querida (Márcia)me chamou a atenção para os tons cinza de Floripa!
Numa viagem ao Chile percebí que os tons de azul do oceano pacífico, são de um azul muito profundo.
No outono os pássaros voam calmamente preparando seus ninhos.
É como se a natureza lhes dissesse:
- Armazenem energia para o inverno e meditem com o coração.
Acho que filósofos, poetas e pensadores tornam-se mais criativos nesta época.
Preparar-se para a introspecção é o caminho para buscas mais conscientes!
Eu fico muito feliz em compactuar com esta poderosa energia!
Me sinto mais autêntica.
A autenticidade nos leva a ampliar a consciência.
E a realidade, mesmo que, muitas vezes não compactue com desejos projetados, nos ajuda a amadurecer.
Crescer espiritualmente!
Uma de nossas tarefas mais importantes aqui na terra.
Nosso planeta está em ebulição.
Desacertos, guerras e muitos medos estão aflorando constantemente.
E nos surpreendemos a cada dia com mais e mais tempestades!
Sejamos fortes, e não esqueçamos de olhar para a natureza e agradecer.
Talvez seja essa a maneira de respeitarmos nosso planeta e a nós mesmos!
MARTINA KNOLL
08/04/2011
Floripa se reveste de um tom cinza metálico, brilhante!
Uma amiga querida (Márcia)me chamou a atenção para os tons cinza de Floripa!
Numa viagem ao Chile percebí que os tons de azul do oceano pacífico, são de um azul muito profundo.
No outono os pássaros voam calmamente preparando seus ninhos.
É como se a natureza lhes dissesse:
- Armazenem energia para o inverno e meditem com o coração.
Acho que filósofos, poetas e pensadores tornam-se mais criativos nesta época.
Preparar-se para a introspecção é o caminho para buscas mais conscientes!
Eu fico muito feliz em compactuar com esta poderosa energia!
Me sinto mais autêntica.
A autenticidade nos leva a ampliar a consciência.
E a realidade, mesmo que, muitas vezes não compactue com desejos projetados, nos ajuda a amadurecer.
Crescer espiritualmente!
Uma de nossas tarefas mais importantes aqui na terra.
Nosso planeta está em ebulição.
Desacertos, guerras e muitos medos estão aflorando constantemente.
E nos surpreendemos a cada dia com mais e mais tempestades!
Sejamos fortes, e não esqueçamos de olhar para a natureza e agradecer.
Talvez seja essa a maneira de respeitarmos nosso planeta e a nós mesmos!
MARTINA KNOLL
08/04/2011
quarta-feira, 30 de março de 2011
MARIELA FALA FRANCÊS PELA PRIMEIRA VEZ
Acordou muito cedo. Extremamente cedo para seus padrões notívagos!
Não quís sair para jantar na noite anterior, porque estava muito frio.
Extremamente frio no mês de fevereiro em Paris. Praticamente nevando!
O queijo que comprou na fromagerie ao lado, para surpreender Fabian, ainda infestava o quarto de hotel.
Mariela comprou um queijo macio e cremoso, mas não imaginava que o mesmo pudesse exalar aromas tão fétidos.
Fabian não conseguiu comer, mas ela ainda provou um pedaço no meio de um baguete e alguns goles de vinho!
Ah, os vinhos na França são um deleite para a alma! os queijos também, aliás, os franceses têm o hábito de fazer tudo muito bem), mas é preciso adaptar o paladar ou
comprar os mais suaves de início.
Educar o paladar leva tempo e dedicação.
Mariela embrulhou o queijo em várias camadas de papel, depois enrolou em várias sacolas plásticas, amarrou bem e colocou dentro da lixeira que estava embaixo da pia do banheiro.
Na manhã seguinte não suportava o cheiro que emanava do banheiro.
Chovia um pouco e estava bastante frio.
Wellcome Hotel, na rue de Seine, esquina com o Boulevard Saint Germain, em Saint Germain Des Prés.
Apesar da excelente localização o quarto do famoso hotel era muito pequeno.
(Como a maioria dos quartos de hotel de Paris, principalmente nos bairros mais cobiçados).
As paredes cobertas com papel de parede em tons de azul marmorizado.
Era tudo em tons de azul degradê, com cortinas floridas.
Era charmoso e evocava a Belle Époque.
Mas Paris é para desfrutar, não ficar limitada a quartos de hotel ou aos minúsculos apartamentos) As salas de visita dos Parisienses, são os cafés.
A fome e a vontade de tomar um café, (a padaria Paul fica na mesma rua, na esquina com a rue de Buci).
Mariela adora os baguetes e o milefeule com doce de leite(mil folhas) da Paul,que são deliciosos e crocantes!
Desceu as escadas do centenário edifício, para fazer algum exercício(como de costume), e também não utilizar o minúsculo,(claustrofóbico) elevador de madeira com porta de correr.
Faltava dez minutos para as seis da manhã e a copeira ainda não havia chegado.
Mariela sentou-se numa poltrona de madeira no salão de café e ficou observando Paris da janela.
Tinha uma mesa grande em madeira, quadros e tapetes ornamentavam o ambiente típico parisiense.
A copeira chegou, mas saiu novamente para buscar os pães.
Na manhã chuvosa Mariela estava a contemplar a vida.
Celebrava alí algumas memórias dos livros da Danusa, que é habitué deste hotel.
No edifício em frente, moram muitas pessoas e Mariela as acompanhava quando chegavam do trabalho no final da tarde, ascendiam as luzes, e prostravam-se silenciosos e solitários em seus nobres apartamentos.
Abriam e fechavam as janelas na tentativa de tomar ar puro.
O ar gelado lhes impedia de respirar.
Mariela observava também a montagem da feira de rua que acontece no bairro algumas vezes na semana.
Futas, legumes, carnes e frutos do mar muito frescos abastecem o bairro.
Dá uma enorme vontade de cozinhar com aqueles tomates frescos, ainda com os cabinhos verdes adornando o vermelho rubro que contrastava com os alho-porós, verdinhos e brilhantes!! um deleite para os olhos.
Mariela pensou: - na próxima vez que vier a Paris, vou alugar um apartamento e fazer um curso de culinária francesa.
Fabian adora quando Mariela cozinha. Come loucamente!
Embora comente que Mariela faz bem um bom feijão com arroz!
Mariela não se ofende, porque acha que quem sabe fazer um bom feijão com arroz e ovo frito, já sabe tudo de cozinha. eheheh!
Mariela enfrenta a vida com humor.
Um certo bom humor inglês, agora numa mescla de francês.
Uma certa arrogância, lhe é nata! mas aprendeu que a (suposta) arrogância dos franceses, muitas vezes é mais para testá-la. Portanto, se você for muitíssimo educado e paciente e passar no teste, será benvindo e com um pouco de sorte, poderá escolher seu lugar ao sol!!!!ehehhe, e ou, num dos inúmeros cafés e bistrôs Parisienses.
Comer é um ritual de magia na França.
Comer bem faz parte da tradição cultural dos franceses.
Mariela adora pesquisar hábitos e costumes da espécie humana.
Admirar os hábitos dos franceses fazem Mariela pensar no quanto de auto estima há nas pessoas que se tratam bem!
A grande maioria das pessoas do mundo se alimenta mecanicamente.
Na frança parece ser diferente!
Observar as pessoas nos cafés durante horas e horas, acompanhadas de amigos ou de seus educadíssimos cães, faz parte da rotina dos franceses.
Chegou o delicioso café às seis e meia da manhã! o tempo passou depressa entre devaneios e sonhos sobre a vida daquele lugar.
Era quase realidade estar em Paris!alí sozinha, enquanto Fabian dormia.
O café foi servido na grande mesa de jantar!
Ela estava só naquele momento, mas não solitária!
O aroma de café ao leite, os croissants,o baguete crocante com menteiga e geléia, o queijo brie macio e cremoso seduziam o ambiente como um grande espetáculo matinal.
Mariela sempre soube que Deus era brasileiro, mas que jantava na França.
Agora, supõe, que ele também tome café da manhã por lá!ehehehe!
Foram momentos de muita alegria, paz e felicidade.
De realização e de sonhos!
Terminou o café e desceu as escadas em direção ao hall de entrada do hotel, passando a porta, na qual a copeira estava encostada observando o tempo.
Estende os braços e o nariz para fora checando a temperatura e a chuva.
A copeira Martine, (na França todas as mulheres se chamam Martine, inclusive a dona do hotel SAINT JACQUES, primeiro hotel em que Mariela se hospedou em Paris).
Martine a olha e comenta: - C'est fini!
Naquele instante, as duas falaram a mesma lingua!
Na infância, no interior, Mariela utilizava esta expressão para dizer que algo acabou!!! e era em francês mesmo!!!!
- Eu entendo francês, meditou Mariela! emocionada!
-Au REVOIR!!!
E saiu saltitante na fria Saint Germain, sem sentir mais nada!
A chuva c'est fini, o mistral reinava no boulevard, era só dobrar a direita, mais alguns passos e logo estava na catedral de Saint Germain!
Uma das mais antigas de Paris!
Mariela deve estar por lá ainda agora , rezando.
Caminhando saltitante no Champs Elysées, lendo um livro sentada em um dos bancos do jardim de Luxemburgo, tomando um café au lé no Café de Flore, com Fabian provavelmente a seu lado, observando seu olhar, seus movimentos, a admirando.
E eu, aqui no Brasil, vou fazer um café pra mim!
Tem café de Minas, manteiga e geléia!
Só vai faltar o baguete!
Au revoir!
Martina Knoll
30/03/2011
Não quís sair para jantar na noite anterior, porque estava muito frio.
Extremamente frio no mês de fevereiro em Paris. Praticamente nevando!
O queijo que comprou na fromagerie ao lado, para surpreender Fabian, ainda infestava o quarto de hotel.
Mariela comprou um queijo macio e cremoso, mas não imaginava que o mesmo pudesse exalar aromas tão fétidos.
Fabian não conseguiu comer, mas ela ainda provou um pedaço no meio de um baguete e alguns goles de vinho!
Ah, os vinhos na França são um deleite para a alma! os queijos também, aliás, os franceses têm o hábito de fazer tudo muito bem), mas é preciso adaptar o paladar ou
comprar os mais suaves de início.
Educar o paladar leva tempo e dedicação.
Mariela embrulhou o queijo em várias camadas de papel, depois enrolou em várias sacolas plásticas, amarrou bem e colocou dentro da lixeira que estava embaixo da pia do banheiro.
Na manhã seguinte não suportava o cheiro que emanava do banheiro.
Chovia um pouco e estava bastante frio.
Wellcome Hotel, na rue de Seine, esquina com o Boulevard Saint Germain, em Saint Germain Des Prés.
Apesar da excelente localização o quarto do famoso hotel era muito pequeno.
(Como a maioria dos quartos de hotel de Paris, principalmente nos bairros mais cobiçados).
As paredes cobertas com papel de parede em tons de azul marmorizado.
Era tudo em tons de azul degradê, com cortinas floridas.
Era charmoso e evocava a Belle Époque.
Mas Paris é para desfrutar, não ficar limitada a quartos de hotel ou aos minúsculos apartamentos) As salas de visita dos Parisienses, são os cafés.
A fome e a vontade de tomar um café, (a padaria Paul fica na mesma rua, na esquina com a rue de Buci).
Mariela adora os baguetes e o milefeule com doce de leite(mil folhas) da Paul,que são deliciosos e crocantes!
Desceu as escadas do centenário edifício, para fazer algum exercício(como de costume), e também não utilizar o minúsculo,(claustrofóbico) elevador de madeira com porta de correr.
Faltava dez minutos para as seis da manhã e a copeira ainda não havia chegado.
Mariela sentou-se numa poltrona de madeira no salão de café e ficou observando Paris da janela.
Tinha uma mesa grande em madeira, quadros e tapetes ornamentavam o ambiente típico parisiense.
A copeira chegou, mas saiu novamente para buscar os pães.
Na manhã chuvosa Mariela estava a contemplar a vida.
Celebrava alí algumas memórias dos livros da Danusa, que é habitué deste hotel.
No edifício em frente, moram muitas pessoas e Mariela as acompanhava quando chegavam do trabalho no final da tarde, ascendiam as luzes, e prostravam-se silenciosos e solitários em seus nobres apartamentos.
Abriam e fechavam as janelas na tentativa de tomar ar puro.
O ar gelado lhes impedia de respirar.
Mariela observava também a montagem da feira de rua que acontece no bairro algumas vezes na semana.
Futas, legumes, carnes e frutos do mar muito frescos abastecem o bairro.
Dá uma enorme vontade de cozinhar com aqueles tomates frescos, ainda com os cabinhos verdes adornando o vermelho rubro que contrastava com os alho-porós, verdinhos e brilhantes!! um deleite para os olhos.
Mariela pensou: - na próxima vez que vier a Paris, vou alugar um apartamento e fazer um curso de culinária francesa.
Fabian adora quando Mariela cozinha. Come loucamente!
Embora comente que Mariela faz bem um bom feijão com arroz!
Mariela não se ofende, porque acha que quem sabe fazer um bom feijão com arroz e ovo frito, já sabe tudo de cozinha. eheheh!
Mariela enfrenta a vida com humor.
Um certo bom humor inglês, agora numa mescla de francês.
Uma certa arrogância, lhe é nata! mas aprendeu que a (suposta) arrogância dos franceses, muitas vezes é mais para testá-la. Portanto, se você for muitíssimo educado e paciente e passar no teste, será benvindo e com um pouco de sorte, poderá escolher seu lugar ao sol!!!!ehehhe, e ou, num dos inúmeros cafés e bistrôs Parisienses.
Comer é um ritual de magia na França.
Comer bem faz parte da tradição cultural dos franceses.
Mariela adora pesquisar hábitos e costumes da espécie humana.
Admirar os hábitos dos franceses fazem Mariela pensar no quanto de auto estima há nas pessoas que se tratam bem!
A grande maioria das pessoas do mundo se alimenta mecanicamente.
Na frança parece ser diferente!
Observar as pessoas nos cafés durante horas e horas, acompanhadas de amigos ou de seus educadíssimos cães, faz parte da rotina dos franceses.
Chegou o delicioso café às seis e meia da manhã! o tempo passou depressa entre devaneios e sonhos sobre a vida daquele lugar.
Era quase realidade estar em Paris!alí sozinha, enquanto Fabian dormia.
O café foi servido na grande mesa de jantar!
Ela estava só naquele momento, mas não solitária!
O aroma de café ao leite, os croissants,o baguete crocante com menteiga e geléia, o queijo brie macio e cremoso seduziam o ambiente como um grande espetáculo matinal.
Mariela sempre soube que Deus era brasileiro, mas que jantava na França.
Agora, supõe, que ele também tome café da manhã por lá!ehehehe!
Foram momentos de muita alegria, paz e felicidade.
De realização e de sonhos!
Terminou o café e desceu as escadas em direção ao hall de entrada do hotel, passando a porta, na qual a copeira estava encostada observando o tempo.
Estende os braços e o nariz para fora checando a temperatura e a chuva.
A copeira Martine, (na França todas as mulheres se chamam Martine, inclusive a dona do hotel SAINT JACQUES, primeiro hotel em que Mariela se hospedou em Paris).
Martine a olha e comenta: - C'est fini!
Naquele instante, as duas falaram a mesma lingua!
Na infância, no interior, Mariela utilizava esta expressão para dizer que algo acabou!!! e era em francês mesmo!!!!
- Eu entendo francês, meditou Mariela! emocionada!
-Au REVOIR!!!
E saiu saltitante na fria Saint Germain, sem sentir mais nada!
A chuva c'est fini, o mistral reinava no boulevard, era só dobrar a direita, mais alguns passos e logo estava na catedral de Saint Germain!
Uma das mais antigas de Paris!
Mariela deve estar por lá ainda agora , rezando.
Caminhando saltitante no Champs Elysées, lendo um livro sentada em um dos bancos do jardim de Luxemburgo, tomando um café au lé no Café de Flore, com Fabian provavelmente a seu lado, observando seu olhar, seus movimentos, a admirando.
E eu, aqui no Brasil, vou fazer um café pra mim!
Tem café de Minas, manteiga e geléia!
Só vai faltar o baguete!
Au revoir!
Martina Knoll
30/03/2011
segunda-feira, 28 de março de 2011
E A FESTA CONTINUA!!!!
Os presentes não param de chegar!!!
São flores, muitas flores! em tons de rosa forte!
Relembram a primavera no outono!
Toca o interfone
Segue o telefone
E a festa continua...
Porque as flores e os presentes simbolizam a alegria das pessoas!
Eu adoro presentar!
Passo as vezes, horas a fio, meditando sobre o que presentear.
Lembrar dos amigos é uma bênção!
Faz você meditar sobre os seus gostos e hábitos.
Faz você se conhecer melhor também!
Muitas vezes você se realiza através dos presentes que dá para os amigos!
Sinto um cheiro de empadão de camarão no ar, vindo da janela
A visão do céu da minha varanda, está tão azulado que parece rosa
E o brilho do céu sobre o mar é de muita beleza.
Tal como as flores sobre a mesa!
Eu a dedilhar no teclado a poesia
Que transformo em vida!
Vida, verso, poesia
Imagem, mensagem
A todo o planeta!
Se é tarde aqui, é cedo alí.
A vida segue em frente
Tem bolo de morango na geladeira
Eu que fiz!
A festa continua...
Martina
28/03/2011
São flores, muitas flores! em tons de rosa forte!
Relembram a primavera no outono!
Toca o interfone
Segue o telefone
E a festa continua...
Porque as flores e os presentes simbolizam a alegria das pessoas!
Eu adoro presentar!
Passo as vezes, horas a fio, meditando sobre o que presentear.
Lembrar dos amigos é uma bênção!
Faz você meditar sobre os seus gostos e hábitos.
Faz você se conhecer melhor também!
Muitas vezes você se realiza através dos presentes que dá para os amigos!
Sinto um cheiro de empadão de camarão no ar, vindo da janela
A visão do céu da minha varanda, está tão azulado que parece rosa
E o brilho do céu sobre o mar é de muita beleza.
Tal como as flores sobre a mesa!
Eu a dedilhar no teclado a poesia
Que transformo em vida!
Vida, verso, poesia
Imagem, mensagem
A todo o planeta!
Se é tarde aqui, é cedo alí.
A vida segue em frente
Tem bolo de morango na geladeira
Eu que fiz!
A festa continua...
Martina
28/03/2011
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